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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Líder de seita polígama é condenado por relações com menores de idade

Tribunal no Texas decidiu que Warren Jeffs passará resto da vida na prisão.
Homem tinha mais de dez jovens 'esposas', de até 12 anos de idade.


O líder de uma seita originária do Mormonismo que prega a poligamia foi condenado nesta terça-feira (9) à prisão perpétua por um tribunal em San Angelo, no estado americano do Texas. A corte o considerou culpado de abusar sexualmente de uma adolescente que seria uma de suas "esposas" espirituais.

Warren Jeffs, de 55 anos, era líder da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Últimos Dias, e também recebeu uma sentença de 20 anos na cadeia por abusar de uma jovem de 15 anos.
A seita tem origem na fé mórmon e acredita que a poligamia é exaltada no pós-vida. Ela tem mais de 10 mil seguidores, que acreditam que Jeffs é o porta-voz de Deus na Terra.
Os promotores fizeram o pedido da pena de prisão perpétua depois de apresentarem provas duras e, por vezes, gráficas de que o homem abusava das jovens, negando o argumento usado por Jeffs de que era vítima de perseguição religiosa.
Exames de DNA provaram que ele engravidou uma menina de 15 anos. Uma gravação em áudio também foi apresentada como evidência, explicitando o que seria o homem abusando sexualmente de uma garota de 12 anos de idade.
Outra gravação foi apresentada como prova no processo, na qual o homem é ouvido ensinando pelo menos 12 de suas jovens esposas a agradá-lo sexualmente - e assim, segundo ele, agradar a Deus.


Se o mundo soubesse o que estou fazendo, eles me pendurariam enforcado na árvore mais alta"

----- Warren Jeffs, em texto usado como prov

Já um caderno de anotações mostrado pelos promotores dizia: "Se o mundo soubesse o que estou fazendo, eles me pendurariam enforcado na árvore mais alta".
O promotor Eric Nichols fez referência ao texto em sua fala de encerramento. "Não, sr. Jeffs, ao contrário do que você escreveu nas suas anotações doutrinárias... Nós não enforcamos mais os criminosos nas árvores mais altas. Nem mesmo molestadores de crianças", afirmou.
Durante o processo, Jeffs chegou a negar seu direito a um advogado e exercer sua própria defesa. Nesta terça, ele abriu mão de fazer uma declaração final quando foi questionado pelo juíz após a sentença.
Antes de ser preso, ele ainda conseguiu enganar a polícia por vários anos foragido viajando pelo país, chegando a figurar entre os 10 homens mais procurados pelo FBI antes de ser preso em 2006.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jovem religiosa defende o uso público do hábito desafiando a Cristofobia


A Irmã Ana Verônica, oblata de São Francisco de Sales em Paris, foi convocada juntamente com vários outros professores de Filosofia ao Liceu Carnot, da capital francesa. O objetivo da reunião era combinar a correção de muitas provas da matéria que tinham ficado sem corrigir no fim do ano escolar.

Ela se apresentou como de costume: com o hábito completo do instituto religioso a que pertence.

Sua presença foi pretexto para um rebuliço. Professores laicistas e socialistas exigiram das autoridades do Liceu a expulsão da religiosa. Pretextavam que ela ofendia a laicidade e, de forma caricata e ofensiva, compararam seu hábito com o véu islâmico.

As autoridades nada fizeram, pois sabiam que o procedimento da religiosa era irrepreensível do ponto de vista legal.

Os professores laicistas exigiram que ela tirasse o hábito. “V. poderia ser mais discreta!”, desabafou uma professora laicista.

- “Eu não posso fazer melhor nem pior. Eu devo levá-lo”, respondeu a jovem religiosa.

Os jornais fizeram estardalhaço com o fato e o secretariado geral do ensino católico exigiu que a irmã Ana Verônica desse prova de “juízo” e comparecesse usando roupas civis.

Com tom sereno e respeitoso, mas firme, a freira respondeu a seus detratores em carta publicada pelo jornal parisiense “La Croix”, de 13-07-2011:

“Nós repetimos claramente que jamais tiraremos nosso hábito. ...

“Um hábito religioso é o sinal da resposta a um chamado para se consagrar a Deus, que nem todos os batizados recebem.

“Desde 8 de setembro de 2004, data de minha entrada na vida religiosa, minha vida mudou muito e o hábito não é mais que a expressão visível disso.

“Comparecer agora de outra maneira, sem o hábito religioso, é uma coisa impossível para mim, pois eu não uso mais outros vestidos que não sejam os de minha consagração religiosa.

“Eu não sou religiosa por horas.

“Fazemos a profissão para viver seguindo Cristo até a morte.

“Esta consagração religiosa inclui todas as dimensões de nosso ser: corpo, coração, alma e espírito.

“O jovem homem rico do Evangelho recuou diante do apelo de Jesus para segui-Lo, quando Ele posou seu olhar sobre ele.

“Isso significa que a decisão de se consagrar a Deus não é fácil de tomar. Ela pressupõe certas renúncias...

“O hábito religioso é sinal desse fato. Ele pode, portanto, ser um sinal de contradição. Nós sabemos que nosso hábito não deixa indiferentes as pessoas. Ele é um testemunho da presença de Deus.

“Por meio dele nós relembramos, de modo silencioso mas eloqüente, que Deus existe neste mundo que se obstina a não querer pensar nem sequer na possibilidade da transcendência divina.

“Mas, Jesus nos diz no Evangelho que o servidor não é maior que seu mestre. Vós conheceis a continuação? “Se eles me perseguiram, eles vos perseguirão também” (Jn 15, 20).

“E Jesus acrescentou: “As pessoas vos tratarão assim por causa de Mim, porque eles não conhecem Aquele que me enviou” (Jn 15, 21).

A carta da corajosa irmã Ana Verônica causa viva impressão na França.

No Brasil, o PNDH-3 pretende banir os símbolos religiosos dos locais públicos e instalar um laicismo – na realidade, um anti-catolicismo mal disfarçado – como o francês. Para atingir sua finalidade extremada, não poderá deixar de tentar proibir as próprias vestes talares dos religiosos e das religiosas.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mulher invade igreja, quebra santa e diz que foi a pedido de Deus

Uma mulher foi presa na manhã de segunda-feira (18) após invadir uma igreja católica em Telêmaco Borba (a 234Km de Maringá) e quebrar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Ao justificar o ato de vandalismo, a detida, que seria evangélica, disse que estava cumprindo uma ordem de Deus.

Segundo o relato da secretária da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Paula Pinheiro, a mulher entrou na igreja por volta das 8h30 e seguiu direto para o altar onde estava a imagem de pouco mais de um metro de altura que havia sido trazida de Portugal. Depois de derrubar a Nossa Senhora de Fátima no chão, ela ainda destruiu um quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O barulho da queda da santa chamou a atenção dos funcionários que trabalhavam na limpeza da igreja. Eles correram até o altar e conseguiram conter a invasora. "Ela falou que estava fazendo aquilo em nome de Deus, que Deus tinha pedido para ela acabar com a idolatria às imagens", relatou Paula.

A Polícia Militar foi acionada e encaminhou a mulher para a 18ª Subdivisão Policial (SDP). Ela responderá processo por danos.

* com informações do Diário dos Campos

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Implacável Caçador de Mentiras


Hoje de manhã, ao procurar o Oswaldo na minha lista de contatos do Orkut, tive a amarga surpresa em não encontrá-lo. O mesmo aconteceu com o Fernando.
Fui às comunidades que eles administram para tentar localizá-los pelo "dono" da comunidade, mas o posto de dono estava vago.
No mesmo momento entrei em contato com um usuário antigo das duas comunidades (MSR e Museu da Mentira) e pedi para ele assumir o ownership das comunidades enquanto os dois se reestabelecem. Felizmente um mal intencionado não assumiu o controle das comunidades antes.
fica aqui o meu protesto:
Protestantes sem argumentos, que querem ser enganados e que querem enganar aos outros, pessoas sem capacidade para estudos bíblicos e que querem ganhar as discussões no grito e não nos argumentos, conseguiram atacar a conta dos dois e bloquear.
O Fernando já recuperou a conta, no entanto, o Oswaldo encontra-se fora de combate até o presente momento, motivo pelo qual estou postando isso aqui para clamar que o Oswaldo tente, o quanto antes, recuperar a sua conta para que não ocorra de algum mal intencionado assumir o ownership de suas comunidades e para que as suas postagens não sejam excluídas definitivamente do Orkut, uma vez que essas são de muita importância, uma vez que, quando uma pessoa pesquisa por determinado assunto dentro do Orkut, ela veja as postagens do Oswaldo com o exato texto da verdade.
Aos protestantes perdedores, recomendo: Parem de ser tão nerds em informática e estudem mais sobre religião, porque se vocês realmente estudassem sobre esse assunto, vocês não seriam, nem perdedores, nem protestantes. A menos que vocês sejam como um desses estudiosos que querem, desejam e buscam ser enganados.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Agredidas em nome de Deus, elas pedem ajuda

Das 3 mil mulheres que procuram ONG da Zona Leste que assiste vítimas de violência, 90% são evangélicas agredidas física ou verbalmente pelos maridos - que, na igreja, são exemplos de bondade


MARINÊS CAMPOS

Quem vê Antonio na rua, Bíblia debaixo do braço, roupa social, jeito de gente boa, já imagina: "O sujeito é crente." Na igreja, então, o homem é um exemplo de bondade. É calmo, freqüenta o curso para se tornar obreiro (quando se formar, dará aula na escola dominical), vira anjo ao cruzar a porta do templo. "Faz pregações maravilhosas", diz a mulher, Joana, 39 anos, casada há 15 com Antonio. "Ele fala sobre a paz e como todos devem amar seus inimigos."

Só que Antonio, manso como uma ovelha do rebanho do Senhor ao lado de seus "irmãozinhos", se transforma em bicho bravo quando está sozinho com a família. Dentro de casa, diz palavrões, agride a mulher. "Ele já me agarrou pelo cabelo e me jogou em cima da cama", conta Joana. "Também atirou um frasco de xampu na minha cabeça. Não sei por que age assim."

Como Joana, outras evangélicas, com saias longas, cabelos e mágoa pesando sobre os ombros, também não entendem a mudança de seus homens quando eles põem os pés fora da igreja e brandem as mãos dentro de casa. E, cansadas de não achar refúgio na paz de seus templos - elas preferem não divulgar o nome das igrejas que freqüentam -, encontraram abrigo na Casa de Isabel, uma ONG da Zona Leste que, em parceria com a Prefeitura e o Estado, oferece assistência psicológica e jurídica a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência.

A romaria de evangélicas à Casa de Isabel está assustando a pesquisadora da área da violência e presidente da entidade Sônia Regina Maurelli. A ONG atende 3 mil mulheres por mês. "Posso afirmar que 90% são freqüentadoras assíduas de igrejas evangélicas", diz a pesquisadora. "Me surpreende é ver as mulheres submetidas à doutrina das igrejas. Ser submissa não é tolerar espancamento."

Analisando suas estatísticas, Sônia observa que grande parte das igrejas não oferece aos fiéis um trabalho de aconselhamento. "Se existisse, esta casa não estaria tão cheia. Acredito que essas mulheres estão nos procurando porque estão lendo e se informando mais." Joana, a mulher de Antonio, admite que as portas da Casa de Isabel foram as únicas que se abriram para socorrê-la: "Procurei a pastora da minha igreja e ela me falou que problema como o meu tinha de ser resolvido entre marido e mulher."

A palavra-chave citada pelas evangélicas ouvidas pelo JT foi "submissão" - além de Joana, Lurdes, 33 anos, e Ana, 54, concordaram em falar sobre o que acontece dentro de suas casas. Joana diz: "Quando reclamo com o Antonio, ele fala de um versículo bíblico: 'Mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos'. Só que a Bíblia não fala para a gente ser escrava deles."

Ana, 33 anos de casada, convive com o marido que esqueceu os ensinamentos sobre respeito e harmonia: "Não tenho nenhum carinho. Só palavrões. A agressão verbal às vezes é pior que tapa. Um tapa você revida, mas a mágoa nada pode tirar." Muitas vezes, Ana pensou em separação, mas desistiu: "Ele me xinga. Depois fica mansinho e lava a louça para mim."

Joana também fica dividida entre deixar Antonio, por causa das agressões, e a culpa que sente por não se considerar uma boa dona de casa. "Não sei arrumar um guarda-roupa tão impecável como minha mãe", conta. "Detesto passar roupa e ele só usa camisa social."

Casada há 9 anos, Lurdes, até pouco tempo atrás, ia com o marido à igreja. Hoje, depois de uma decepção, ele parou de freqüentar o templo: " Viu uns 'irmãos' da igreja bebendo num bar e ficou revoltado. Não me bate, mas me humilha e diz todo tipo de palavrões."

A vida de Lurdes se tornou mais difícil depois que, meses atrás, foi vítima de estupro. "Começou a dizer que, se fui atacada, é porque dei bola para o estuprador. Eu não exponho meu corpo. Mas meu marido não teve compreensão. Vive dizendo: 'Você não é uma mulher direita'. Não posso contar com ninguém na igreja porque lá me dizem: 'Ninguém precisa de psicólogo. Aqui, o psicólogo é Jesus'."