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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lula ameaça revisar acordo com o Vaticano por questionamentos a Dilma


"BRASILIA, 07 Out. 10 / 07:45 pm (ACI).- A agência italiana ANSA informou que o secretário pessoal do Presidente Luiz Lula Da Silva, Gilberto Carvalho, disse à cúpula da Igreja que se continuarem os questionamentos contra a candidata Dilma Rousseff –devido à sua postura favorável ao aborto– poderia ser revisado o acordo assinado com o Vaticano."

ANSA, que recolhe uma notícia do jornal Valor Econômico, assinalou que Carvalho se reuniu com membros da Conferência Nacional de Bispos do Brasil e comunicou que o governo pode voltar a discutir o acordo que contempla o apoio a escolas católicas e outros benefícios.

Lula revisaria o acordo assinado por Lula e o Papa Bento XVI em 2007 no Brasil, e ratificado em 2009 no Vaticano, depois do qual foi aprovado pelo Congresso, onde foi questionado por congressistas evangélicos.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20280

Matéria na ANSA Latina

sábado, 24 de julho de 2010

Católicos na Política - Presença necessária


Depois de supostos abusos enquanto a Igreja tinha uma participação mais efetiva na defesa dos interesses do Estado, quando a Igreja possuía poder político mais acentuado, enfim, os abusos fruto dos meios de divulgação das informações que confundem laicidade com perseguição à religião, os católicos, principalmente, ficaram com um certo receio de utilizarem os posicionamentos da Igreja na defesa de interesses políticos e queimar mais ainda o filme da Igreja.

Aos que julgam desse forma, tenho a honra de dizer que a Igreja foi responsável pelas maiores Evoluções no campo da política e das relações do Estado com o indivíduo e não foi o Bicho-Papão que os maçons e ateístas descreveram em suas pretensas obras de história. Esse assunto será discutido em cursos de apologética que quero difundir pelo Brasil. Vou fazer na minha paróquia e, dependendo dos resultados disponibilizo o material para que seja realizado pelo Brasil todo.

No entanto, não obstante essa crença, o presidente do Senado Italiano se manifestou, não apenas favorável à presença dos católicos na política, como também demonstrou que essa presença deve ser, de fato, católica: "o protagonismo dos católicos deve ser avaliado concretamente, com posicionamentos concretos em relação aos temas prioritários", disse Renato Schifani no documento preparatório para a 46ª Semana Social.

Itália, país de mais de 90% de católicos, o Presidente do Senado conclui seu discurso nos seguintes termos:

"Porém, devo dizer que, percorrendo nosso país neste ano, acompanhado por outros amigos, descobrimos muitos jovens atuando na administração pública (...); creio que estão desenvolvendo e amadurecendo novas vocações políticas.
Penso que o convite à responsabilidade dos católicos, dos leigos católicos, é urgentíssima (...). Penso que os católicos têm tanto a oferecer, que não fazê-lo constituiria um pecado de omissão.
Não escondo os esforços que temos empreendido a fim de conscientizar os políticos de inspiração cristã - aqueles que se dizem católicos - a buscarem na Doutrina Social da Igreja um fio condutor que os oriente em sua atuação.
Acredito que esta via deva ser promovida e reforçada".

Aos que querem saber mais sobre as influências do catolicismo na política e na formação do que conhecemos hoje como Estado Democrático de Direito, recomendo duas obras, as quais só tive acesso por meio eletrônico e não possível ler completamente por causa da baixa qualidade da digitalização e por causa da descontinuidade da digitação. Não que eu esteja divulgando pirataria. É que essas obras inexistem nas bancas em que eu procurei. São as obras "Uma história não contada" da Editora Cleofas e "Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental" de Thomas E. Woods. Obras obrigatórias na coleção de qualquer apologista católico.

Robert Zollitsch é inocentado e Imprensa ignora


Há dois casos que a Globo Corporation relatou com muitos detalhes: em primeiro lugar, noticiou que o Arcebispo Robert Zollitsch teria sido conivente com os abusos cometidos contra menores, o que se vê neste link e, em seguida, comentários sobre o mesmo arcebispo pedindo desculpas por causa dos abusos cometidos, o que se vê neste link. Pronto. Confirmado. Mais um caso de conivência dentro da Igreja Católica. Corporativismo, o arcebispo Robert Zollitsch foi conivente, ocultou, dificultou investigações... Tudas essas certezas publicadas enquanto estavam sendo feitas investigações.

Ora, por que não divulgaram os resultados, as conclusões das investigações? Porque Robert Zollitsch foi considerado INOCENTE de todas as acusações.
Se o arcebispo fosse considerado culpado, provavelmente a mídia divulgaria, ainda com uma menção ao fato de o "condenado ainda fazer parte do Clero", mas se, no dia seguinte, ele for reduzido à condição laical, com certeza, mais uma notícia que ia para a gaveta.

A mídia, hoje em dia, passou de um instrumento de informação, para ser uma arma de alienação coletiva.